segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Luís Fernando Veríssimo


Tentei dizer quanto te amava, aquela vez, baixinho
mas havia um grande berreiro, um enorme burburinho
e, pensado bem, o berçário não era o melhor lugar.
Você de fraldas, uma graça, e eu pelado lado a lado,
cada  um  recém-chegado você sem saber ouvir, eu sem saber
falar.
Tentei de novo, lembro bem, na escola.
Um  PS  no   bilhete   pedindo   cola  interceptado  pela
professora como um gavião.
Fui parar na sala da diretora e depois na rua
enquanto você, compreensivelmente, ficou na sua.
A vida é curta, longa é a paixão.
Numa festinha, ah, nossas festinhas, disse tudo:
“Eu te adoro, te venero, na tua frente fico mudo”
E você não disse nada. 
Só mais tarde, de ressaca, atinei.
Cheio de amor e Cuba, me enganei e disse  tudo  para  uma
almofada.

6 comentários:

  1. HSUAH que texto doido, gostei *-*

    http://diariodeumagroupie.blogspot.com/

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  2. Olá! Vim aqui hoje para pedir desculpas pela demora de te responder! Você comentou na postagem de aniversário do meu blog e eu não entrei mais lá depois daquele dia... portanto, me desculpe pela demora!

    Agradeço muito pelo comentário, e quero dizer que seu blog está muito lindo! Amei essa postagem *-* E... VOCÊ CORTOU O CABELO! Que linda que você está! awwwwn *---*
    Beijos, até mais ♥

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  3. como seria um amor de Cuba?

    hum...

    ótimo texto, parabéns!

    http://manuscritoperdido.blogspot.com

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  4. hahahahahah, A-M-E-I!
    O layout novo do blog ficou ótimo, sério, parabéns mesmo.

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  5. ahuhauahuahuah

    Ele é ótimo!!!! Amo O Veríssimo.

    Também tenho um blog... é novinho, mas se quiser visitar eu ficarei mto feliz! Se quiser seguir tbm fique à vontade!

    http://todamocinha.blogspot.com/

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Não te forcei a ler, muito menos a comentar. Mas, por favor, só comente se tiver lido.

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